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O administrador de empresas paranaense Artur Grynbaum, de 41 anos, presidente do Grupo Boticário, alcançou o cargo mais alto da empresa em 2008, quando tinha 37. Hoje, ele lidera mais de 1 600 funcionários espalhados pelas unidades de Curitiba e São Paulo e prepara a empresa para um salto histórico.

Este ano, o Boticário entrou no mercado de vendas diretas, terreno de rivais como Natura e Avon. Para 2011, uma nova mudança está engatilhada: o Boticário vai ampliar a carteira de produtos, deixando de ser apenas uma empresa de cosméticos para vender também roupas, calçados e acessórios de moda.

“O desafio de expandir um negócio sempre me moveu”, diz Artur. Há 24 anos na companhia, o executivo fez um MBA, passou por diversas áreas, foi diretor comercial e vice-presidente. Tecnicamente, seu currículo é completo. Mas, para ser escolhido pelo próprio fundador do grupo, Miguel Krigsner, como seu sucessor, Artur acha que foram outras competências, mais subjetivas, que pesaram.

“Tenho certeza que meu jeito de ser me ajudou a crescer e a chegar ao cargo que eu ocupo”, diz. Artur está certo. Hoje, ter capacidade técnica é um pré-requisito. Mas o que faz com que alguém seja notado na imensidão de profissionais altamente qualificados são as chamadas atitudes comportamentais, mais difíceis de serem medidas, mas que garantem um desempenho acima do comum no dia a dia do trabalho.

Artur sintetiza essas competências como “jeito de ser”, o que pode parecer pouca coisa, mas não é. A consultoria americana McKinsey conduziu uma pesquisa com mais de 140 presidentes com o objetivo de mapear quais aptidões comportamentais fazem a diferença para que um profissional encontre satisfação pessoal no trabalho e, consequentemente, entregue melhores resultados.

Segundo a consultoria, os líderes mais inspiradores têm, pelo menos, duas das cinco seguintes características bem desenvolvidas e reconhecidas por subordinados, colegas e chefes: atribuem significado ao trabalho; são otimistas; estabelecem conexões com pessoas diferentes; têm capacidade de engajar os outros e mantém a energia em alta.

No mercado brasileiro, apontam executivos e especialistas ouvidos por VOCÊ S/A, mais três habilidades estão valorizadas: possuir poder de análise; didática para liderar e comunicação eficiente. “Elas são unanimidade nas companhias brasileiras atualmente”, diz Anderson Sant’anna, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), de Minas Gerais. “Quanto mais alto o cargo, mais cobradas essas habilidades são.” Super-homens só existem nas histórias em quadrinhos e nas telas de cinema.

Nenhum profissional é excelente em todas as oito competências. “Ser melhor ou pior em determinada habilidade depende muito da personalidade de cada um”, diz Seille Cristine Garcia dos Santos, psicóloga e pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). E ter ansiedade por se tornar um superexecutivo pode ser um perigoso inibidor do crescimento na carreira.

“O importante é entender no que você é bom e se concentrar nisso. Caso contrário, a frustração aparece e a produtividade diminui”, diz Luiz Carlos Cabrera, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo e diretor da Amrop Panelli Motta Cabrera, consultoria de executive search. Não há uma receita universal para o aperfeiçoamento dessas habilidades.

O importante é entender em quais aspectos você se sai naturalmente melhor e esforçar-se para aprimorá- los. É o que faz o carioca Alexandre Lyra, de 49 anos, presidente da Vallourec & Mannesmann Tubes, multinacional fabricante de tubos de aço, que investiu na habilidade de saber se comunicar, analisando que tipo de linguagem e abordagem deveria usar para se aproximar de sua equipe.

“Aprendi a ouvir mais e a tirar o melhor do time por meio da conversa”, diz Alexandre. Para conhecer seus pontos fortes, o jeito é gastar algumas horas num exercício que demanda força de vontade e disciplina, mas que, se bem executado, dá satisfação pessoal: o autoconhecimento. Saber quem você é e o que quer é o primeiro passo para descobrir no que é bom. “O autoconhecimento nada mais é do que descobrir como você normalmente age diante das situações que é obrigado a enfrentar”, diz Bia Machado, filósofa e professora da Casa do Saber, de São Paulo.

Ela propõe um exercício para começar a se autoconhecer e a mapear os pontos fortes e fracos: avaliar que tipo de raciocínio você usa em determinadas ocasiões. Se numa reunião de planejamento estratégico, por exemplo, você costuma ser otimista e pensar sempre no longo prazo ou se, frequentemente, coloca o que pode dar errado em primeiro plano. “O modo de resolver os problemas dá indícios das áreas nas quais somos melhores”, explica Bia.

O professor Cabrera dá outro conselho: “Pensar na sua biografia ajuda a se conhecer melhor”, diz. Para isso, liste os desafios que você já enfrentou, as crises pelas quais passou e os resultados dos quais mais se orgulha. “Isso dá trabalho e quanto mais cedo começar, melhor”, explica. “Pensar na trajetória de vida e de carreira é um antídoto contra a baixa autoestima”, diz.

Isso é o começo para criar algo que faz toda a diferença: a sensação de satisfação com o que fazemos – sentimento que se reflete positivamente na vida pessoal e profissional. Logo abaixo você conhece quais são as atitudes mais importantes para ter sucesso na carreira.

São as habilidades pessoais que diferenciam o profi ssional, levam ao alto desempenho e ao crescimento na carreira. O êxito depende da reunião do maior número possível dessas competências decisivas

Elisa Tozzi (undefined) 10/11/2010

TALENTOS NATURAIS
Evite a síndrome de super-homem. Ninguém tem as 8 habilidades prontas. “Entenda o que você faz bem e aprimore suas propensões naturais”, diz Luiz Carlos Cabrera, da FGV e da Amrop Panelli Motta Cabrera, firma de executive search. Procure se cercar de pessoas que têm as competências que lhe faltam e podem complementar seu trabalho.

TÉCNICA
As competências comportamentais são importantes, mas não abandone a qualificação técnica, um pré-requisito para crescer no mercado de trabalho. “A exigência de preparo técnico é maior nos níveis mais baixos, por isso é fundamental investir nisso nos primeiros anos da carreira”, diz o professor Anderson Sant’anna, da Fundação Dom Cabral.

REFLEXÃO
O autoconhecimento exige disciplina e esforço. De acordo com a McKinsey, após os 30 anos, experiências como casamento e paternidade facilitam esse exercício. Mas, quanto mais cedo começar a reflexão, melhor. “Quem se avalia desde o início da carreira se desenvolve com mais facilidade”, diz Stella Angerami, da Counselling by Angerami.

CONVERSA
Para mapear pontos fortes e fracos, converse com mentores, amigos e colegas nos quais confia, para fazer uma interpretação correta de si mesmo. “Isso é importante porque um profissional nem sempre consegue ter a isenção necessária e perceber em que realmente precisa melhorar”, diz Adriana Prates, consultora da Daisen Executive Search.

COMUNICAÇÃO
1 VOZ CLARA E OBJETIVA
Uma das aptidões mais requeridas pelas empresas hoje é a comunicação. Dá para entender por que é tão importante. Afinal, sem uma conversa franca e clara, um líder não consegue transmitir para sua equipe quais são os objetivos da organização e as suas motivações pessoais.

Um subordinado, por sua vez, não consegue dar aquele feedback sincero para seus colegas e chefes. E saiba que mesmo os mais tímidos podem ter uma atitude mais aberta e comunicativa. O primeiro passo é aprender a ouvir de fato os outros. “Conversar é um processo que requer cuidado.

Só se comunica bem quem entende e reconhece que está a sua frente uma pessoa com valores diferentes dos seus”, aconselha o professor Anderson Sant’anna, da Fundação Dom Cabral. Que tal tentar? Quando alguém é capaz de compreender um colega ou até um chefe, os preconceitos (que todo mundo tem) começam a diminuir e a cabeça se abre para outros mundos — o que é o caminho para o pensamento criativo e para a inovação.

CONVERSA EM PRIMEIRO PLANO
Mesmo antes de ser escolhido para suceder o fundador, Miguel Krigsner, na presidência do Grupo Boticário, em 2008, Artur Grynbaum, de 41 anos, tinha o projeto de levar a companhia de cosméticos para o mercado de vendas diretas. Este ano, Artur deu início ao plano.

Durante o processo, a competência que mais exerce é a comunicação. De um lado, na montagem da estratégia com a diretoria e com Miguel Krigsner, hoje presidente do conselho. Depois, na disseminação do projeto por toda a empresa. No ano passado, fez reuniões com todos os funcionários — dos gestores ao pessoal da fábrica —, para mostrar os novos objetivos, ouvir opiniões e solucionar dúvidas. “Além dos dados técnicos, transmito minha crença na mudança”, conta. As conversas continuam no dia a dia.

Não é raro encontrá- lo em cafés e almoços com a equipe. “Estou aberto para trocar. Os funcionários só compram a ideia de um chefe depois que entendem realmente o que ele quer fazer.”

SIGNIFICADO
2 O QUE MOVE VOCÊ?
Quando o objetivo do trabalho tem alguma importância pessoal, os profissionais costumam transmitir energia e entusiasmo para quem os cerca. Isso fica mais evidente quando se trata da liderança, já que é tarefa da chefia mostrar aos subordinados que o trabalho tem um valor que transcende os resultados de curto prazo.

“O papel dos gestores é gerar um significado pessoal pelo trabalho”, diz Ângela Maria Fleury de Oliveira, professora da Fundação Dom Cabral e co-autora do livro Liderança Baseada em Valores (Editora Campus/Elsevier). “Quem trabalha só por necessidade fica acomodado, não inova e tem queda de produtividade”, diz Stella Angerami, da consultoria Counselling by Angerami.

Encontrar seu ponto motivador é relativamente simples: você precisa perceber o que realmente lhe dá vontade de levantar da cama a cada dia. Esse sentimento, além de ser importante individualmente, ajuda também a melhorar outra habilidade comportamental para as pessoas que querem ser inspiradoras: a comunicação.

PODER DE ANÁLISE
3 OLHAR CRÍTICO
A psicóloga Seille Cristine aplicou, no Rio Grande do Sul, uma pesquisa com 43 gerentes que tinham alto desempenho, segundo as próprias empresas. O objetivo era entender quais traços de personalidade são comuns entre os profissionais com bons resultados. O estudo revelou que um dos pontos comuns entre eles é ter poder de análise. Esses executivos conseguem interpretar diferentes variáveis, relacioná-las e criar um plano de ação estruturado. Algo importantíssimo para as organizações hoje, que precisam ter pessoas com capacidade de leitura de diversos ambientes. “Os profissionais que fazem a ponte entre o que acontece dentro e fora da companhia estão preparados para trabalhar num mundo globalizado”, diz Ângela Maria, da Fundação Dom Cabral. Para desenvolver essa habilidade, o ideal é estimular o olhar e a capacidade de aprendizagem. “Interessar- se por notícias, ler textos de arte, psicanálise e filosofia desenvolvem o pensamento complexo”, explica Anderson Santa’anna, da FDC.

DIDÁTICA
4 LÍDER E EDUCADOR
Uma atitude essencial para que o gestor consiga a admiração de seu time é não ter medo de compartilhar conhecimento para criar sucessores bem preparados. “Líderes que estimulam a autonomia são seguidos com mais facilidade”, diz Paulo Campos, consultor de empresas e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. Para ensinar com eficiência, o segredo é conversar muito com a equipe e entender como cada um deles aprende melhor. Ensinar é bom para os dois lados. O líder fica tranquilo ao saber que os subordinados se sentem valorizados por compartilhar as informações que o chefe tem. “Quando há essa sinergia, o líder não precisa se impor com seu crachá”, diz Ângela Maria, da Fundação Dom Cabral. “Ele é reconhecido naturalmente.”

CONEXÃO
5 LIGAÇÃO COM O MUNDO
Os negócios estão cada vez mais globais e, mesmo nas raras companhias que ainda só têm atuação nacional, é preciso transitar entre diferentes áreas e estabelecer boas relações com pares, fornecedores e clientes de culturas diversas. Por isso, quem consegue criar (e manter) conexões entre vários grupos acaba se destacando. “Profissionais que circulam em grupos diferentes desenvolvem um olhar inovador para antigos problemas”, diz Regina Camargo, sócia-diretora da Across, consultoria de desenvolvimento organizacional.

E essa habilidade é importante para a vida fora do escritório também. “Apesar de os níveis de relacionamento variarem de pessoa para pessoa, a aptidão para conviver com gente de diferentes círculos é a base do bom desenvolvimento social”, diz a psicóloga Seille Cristine, da PUC-RS. Cafés e almoços com parceiros fora do ambiente formal de trabalho ajudam a estimular essa habilidade. Invista também em conhecer pessoas que, aparentemente, não têm nada a ver com a sua área.

“Sair da zona de conforto aumenta a capacidade de aprendizagem e o traquejo social”, explica Silvia Sigaud, sócia-diretora da consultoria Korn/Ferry. Fazer trabalho voluntário, ir a programas culturais e ter uma atuação ativa nas diferentes redes sociais ajuda a criar essas novas e importantes conexões.

OTIMISMO
6 PENSAR POSITIVO
Encarar as situações de crise com uma atitude positiva rende bons frutos. Os otimistas criam melhores soluções para resolver os problemas do trabalho. Isso porque, segundo o estudo da consultoria McKinsey, o medo que surge com o pessimismo faz com que o cérebro crie apenas raciocínios de sobrevivência e pare de enxergar as possibilidades reais para contornar situações adversas. Quem é otimista, ainda de acordo com a McKinsey, se sente mais bem preparado para encarar riscos e liderar mudanças.

“Isso é importante porque todo o dia uma transformação ocorre e o executivo tem um trabalho inédito para fazer”, diz Luiz Carlos Cabrera. É o que ocorre com Fabiano Agante Droguetti, de 37 anos, diretor de soluções e tecnologia da Tivit, empresa de serviços de TI, com sede em São Paulo. “Deixo de lado os problemas que não posso resolver naquele momento e direciono meu otimismo para os casos que têm soluções possíveis”, diz.

Essa atitude ajuda muito a cultivar o otimismo como um hábito. “O caos é o melhor momento para a criatividade”, diz Stella Angerami. “As soluções aparecem naturalmente quando você acredita que é possível superar um obstáculo”, completa. Mas cuidado: o otimismo é bom desde que seja responsável e distinto da ingenuidade. “É necessário ter os pés no chão e pensar em saídas racionais para a resolução de um problema”, explica Regina Camargo, da consultoria Across.

COM OS OUVIDOS BEM ABERTOS
Clarissa Sadock, de 34 anos, diretora de relações com investidores da AES Brasil, grupo de empresas de energia, não pode se desligar do mundo.

O cargo exige que a carioca esteja sempre conectada com pessoas de diferentes áreas, culturas e países para fazer o papel de representante da empresa diante do mercado. “Sou uma intérprete”, diz. “Recebo um mundo de informações e filtro os interesses da companhia.” Para isso, Clarissa desenvolve todos os dias a sensibilidade de entender as diferenças entre as pessoas.

“Ouço bastante para saber como extrair o melhor de cada um”, diz. Clarissa viaja sempre e se interessa por outras culturas e, por isso, consegue ter a cabeça aberta para o novo. “Aprendo o tempo todo e isso me dá muita satisfação pessoal.”

SEM PERDER O OTIMISMO
Manter o otimismo, mesmo em situações adversas, é uma característica de João Paulo Kriigner Zampieri, de 46 anos, diretor comercial da Syngenta, fabricante de defensivos agrícolas. Ele descobriu o valor desse comportamento quando era gerente, há 11 anos, e vivenciou uma crise de mercado.

“Estava apavorado, mas precisava acreditar que os estragos não seriam tão grandes, para a equipe não sentir a pressão”, recorda João Paulo.

O otimismo é uma competência importante porque evita a paralisia diante de um problema.

No caso de João Paulo, sua atitude foi insistir por vários dias seguidos para falar com o presidente da companhia e mostrar que era preciso mudar o prazo para o cumprimento de uma meta, o que seria uma exceção nas regras corporativas. Quando conseguiu falar com o líder, percebeu que havia conquistado a confiança dele. “Meu diretor disse que o otimismo foi fundamental para que isso acontecesse.”

ALTA ENERGIA
7 DISPOSIÇÃO TOTAL
Apesar de ser coisa difícil de medir, energia é muito importante para o desenvolvimento profissional e para a satisfação com a vida. Manter a disposição em alta e conseguir trabalhar com vivacidade é algo cobrado pelas empresas. A Tivit, por exemplo, coloca essa competência em sua avaliação de desempenho. O profissional que vai bem nesse tópico consegue transmitir seu entusiasmo para os outros e tem garra para cumprir as metas. “A energia contamina positivamente o ambiente”, diz Marcelo Cuellar, headhunter da Michael Page, empresa de recrutamento executivo.

Mas lembre-se que a motivação nada mais é do que o efeito colateral de quem atribui signifi cado ao que faz. “Esse sentimento só aparece em quem encontra valor no trabalho”, diz Nélio Bilate, coach da NB Heart.

Os profissionais normalmente não dão a importância devida a essa atitude. Na pesquisa da McKinsey, esse tópico apareceu como um dos menos praticados, já que o desenvolvimento dessa habilidade requer tempo, autoconhecimento, mudanças profundas de atitude e é muito pessoal. “Para ter energia alta, você precisa primeiro descobrir o que te move”, diz Anderson Sant’anna, da FDC.

ENGAJAMENTO
8 A IMPORTÂNCIA DE CONDUZIR
O otimismo e a sensação de que o trabalho tem um signifi cado pessoal são dois fatores que determinam uma terceira habilidade desenvolvedora de sucesso: o poder de engajar. Conseguir fazer com que a equipe se sinta motivada para cumprir um objetivo comum não é algo fácil. Mas os que têm esse poder, que é moldado ao longo dos anos de carreira, fazem com que o time se sinta mais propenso a encarar desafios e a comprar ideias arriscadas. “Ter crença nos próprios objetivos é essencial para cativar o time”, diz Anderson Sant’anna, da FDC. Só assim é possível contaminar os outros com os seus ideais.

As formas de engajamento variam muito de profissional para profi ssional. Para ter sucesso nesse aspecto, o segredo é ser natural. “Forçar o comprometimento não funciona. O time só segue quem realmente acredita no que faz”, diz Seille Cristine, da PUC-RS.

Uma boa técnica para unir a equipe é a usada por Doug Stern, CEO da United Media, empresa de comunicação americana citada no estudo da McKinsey. Frequentemente, o executivo reúne o time para propor que todos pensem no pior cenário possível para a companhia, pede detalhes assustadores dessa crise e estimula cada um a elaborar planos para resolver o pesadelo. A medida faz com que todos se sintam parte importante da engrenagem da organização.

Note: um engajador pode estar em qualquer posição hierárquica. “Quem tem essa habilidade pode ocupar qualquer função”, diz Adriana Prates, consultora da Daisen Executive Search.

 

 

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7 perguntas para fazer na entrevista de emprego

03/03/2011 16:22
por Talita Abrantes

7 perguntas para fazer na entrevista de emprego

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São Paulo – Em tempos de descompasso entre aquecimento da economia e oferta de profissionais qualificados, o cenário das entrevistas de emprego mudou de tom. Agora, os candidatos não são os únicos a “ficar na berlinda”. As empresas, do lado de lá da mesa, também precisam demonstrar se são coerentes ou não com os projetos de carreira de cada profissional.

Para encarar esse novo cenário, os candidatos, portanto, devem estar prontos para ir além do objetivo de impressionar o recrutador. Ele deve chegar na entrevista munido de questões precisas para decidir se aceitará ou não a proposta da companhia. “Acabou aquela postura de que a empresa era superior ao candidato durante o processo seletivo”, afirma Eliane Figueiredo, sócia-diretora da Projeto RH.

De acordo com especialistas, os recrutadores já esperam esse tipo de comportamento mais questionador. Querer saber mais sobre a companhia ou sobre a futura rotina de trabalho indica um elevado nível de maturidade profissional do candidato. “As companhias, hoje, valorizam pessoas críticas e que têm consciência do seu plano de carreira”, afirma a especialista.

EXAME.com selecionou algumas sugestões de assunto que você pode abordar durante a entrevista para tomar a melhor decisão

1. Quais os planos da empresa para os próximos cinco anos? Antes de disparar uma porção de incógnitas para o recrutador, é preciso ter uma noção clara de qual o tipo de terreno em que está pisando. Aqui, a ideia não é apenas munir você contra gafes ou ajudá-lo a bancar o bem informado. Mas sim conseguir informações relevantes para a sua decisão profissional.

Dessa forma, não vale chegar na entrevista sem ter a menor noção sobre os negócios da empresa. É a partir desses dados prévios que você poderá medir qual o tipo de pergunta que irá fazer ao recrutador.

Um dos questionamentos essenciais, nesse caso, está ligado aos projetos da companhia para o futuro. “A partir dessas informações, você pode avaliar se a proposta da empresa é coerente com o seu plano de carreira”, diz Rafael Menezes, sócio-gerente da Asap.

2. Qual a cultura organizacional da empresa? “O candidato precisa se lembrar que dedicará boa parte da vida dele para aquela empresa. É ali que ele irá realizar-se pessoal e profissionalmente”, afirma Lucas Copelli, sócio-diretor da Vallua. Em outras palavras, é essencial avaliar, antes de assinar o contrato, se a cultura corporativa combina com o seu perfil.

Neste sentido, vale questionar pontos como o grau de autonomia dos funcionários, políticas de avaliação e aspectos valorizados pela empresa no dia-a-dia.

Agora, não cabe perguntar sobre assuntos que denotem que você apenas está preocupado com seu bem estar. “Não pega bem ficar questionando sobre se irá trabalhar a mais, se as horas extras serão pagas”, diz Eliane.

3. Qual o perfil dos executivos bem sucedidos da empresa? Um bom caminho para compreender qual a lógica de valorização da companhia é descobrir a trajetória profissional dos principais executivos da empresa. O perfil deles, a formação educacional, entre outros, poderá dar pistas sobre quais as chances de crescimento dentro da companhia. E, principalmente, se o seu perfil é coerente com essa lógica.

4. Qual a origem dessa posição? Uma pergunta clássica para fugir de roubadas profissionais é saber por quais razões o cargo está disponível no mercado. Sinal vermelho se, por exemplo, em um período curto de tempo várias pessoas assumiram a função, mas logo depois desistiram.

5. Por que você gosta de trabalhar aqui? Dependendo da abertura do recrutador, é possível fazer algumas perguntas de cunho mais pessoal como as razões para ele gostar do trabalho ou como ele chegou aquela posição. “É uma maneira de investigar quais os desafios que você terá pela frente”, diz Menezes, da Asap.

No entanto, é preciso cuidado para não inverter os papeis. Apesar de ser importante fazer perguntas, o candidato não está ali para saber tudo sobre o recrutador. Para não cair nesse deslize, uma dica é optar por questões mais objetivas e impessoais. “Pergunte claramente sobre a política de promoções da companhia ou sobre os benefícios profissionais de trabalhar ali”, diz Eliane.

6. Como a empresa responde à demandas do mundo atual? Impressionar o recrutador não é mais o único objetivo do candidato em uma entrevista de emprego. No entanto, é possível fazer algumas perguntas que gerem pontos para você na avaliação final. Questionamentos que abordem assuntos do mundo atual e que mostrem o quanto você está informado sobre os negócios da empresa são uma boa pedida.

“As empresas conteporâneas procuram profissionais que queiram trabalhar por um propósito maior. Então, essa é uma questão chave para fazer”, diz Copelli, da Valua.

Segundo Marcos Bruno, consultor do Instituto Pieron, as relações que a empresa mantém para além do próprio negócio, como projetos sociais ou ambientais, podem dar pistas de qual a verdadeira essência dela. “Isso faz uma grande diferença no tipo de envolvimento e trabalho que você vai ter”, diz.

No entanto, fique atento para não questionar assuntos fora de contexto. Por exemplo, não vale perguntar sobre como a empresa está se posicionando sobre os conflitos nos países árabe se ela não tem qualquer ligação com uma dessas nações. Cuidado também para não desvirtuar o foco principal da entrevista: você.

7. Qual é a política de benefícios da empresa? Muitos candidatos chegam a entrevista com uma única pergunta na ponta da língua: qual vai ser meu salário? No entanto, cuidado. Esse assunto tende a ser um campo minado durante os processo de seleção.

Primeiro, não restrinja suas perguntas apenas à esse tema. Isso mostra falta de interesse pelo trabalho em questão. E pior: “Indica que o candidato apenas se importa com dinheiro. Ou seja, bastará outra companhia oferecer uma remuneração melhor para ele deixar o cargo”, diz Eliane.

Além disso, a entrevista não é a hora para negociar o pacote salarial. Deixe esse tipo de discussão para quando a companhia confirmar sua contratação.

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Seu inglês é fluente?

Seu inglês é fluente?

Sat, 05 Mar 2011 09:45:00 -0300

Filipe RedondoMENTIROSOS
Wanderson Castilho e o Face Reading, sistema que se propõe a detectar mentiras. A teoria é sólida, mas a aplicação ainda será testada pelo mercado

Pesquisadores estimam que quatro em dez candidatos mintam de alguma forma no currículo e na entrevista de emprego. De mentiras que pouco afetam o desempenho, como dizer que viajam para o exterior todos os anos, a outras mais graves, como inflar seu grau de domínio de outros idiomas. Há no mercado um programa de computador que promete proteger as empresas contra a lábia dos candidatos fingidos, chamado Face Reading. Seus criadores dizem que ele capta variações nas expressões faciais que ocorrem quando um indivíduo mente.

O sistema funciona assim: primeiro, o entrevistador faz perguntas básicas, como nome, idade, número de filhos. Uma câmera grava as respostas e manda as imagens para um computador. O objetivo é identificar mínimos detalhes das expressões faciais do sujeito quando ele diz a verdade. Captado o padrão, o entrevistador começa a fazer as perguntas relevantes. Se o entrevistado mudar o padrão facial, pode ser sinal de mentira. “Esse padrão varia de pessoa para pessoa”, diz o empresário Wanderson Castilho. Ele trouxe o sistema dos Estados Unidos, onde foi produzido por uma companhia chamada Noldus. “Se alguém pisca muito quando fala a verdade e, de repente, para de piscar, pode estar mentindo. A mentira é uma criação, e o cérebro tem de parar o que está fazendo para criar.” De 50 entrevistas que Castilho afirma ter feito para seis empresas desde novembro, em 19 teriam sido captadas mentiras graves.

O mercado ainda tem de avaliar o Face Reading, mas a teoria em que ele se baseou tem fundamentos sólidos, desenvolvidos pelo psicólogo americano Paul Ekman. Ele estuda microexpressões faciais há 50 anos e inspirou o personagem Cal Lightman, um cínico consultor e especialista em leitura de emoções na série de TV Lie to me. Segundo a teoria, nossas emoções e mentiras se manifestam em gestos, postura e microexpressões faciais, sutis e quase incontroláveis. “A maior parte dos mentirosos comete falhas que podem denunciá-los”, diz Ekman.

A preocupação das empresas com os mentirosos é global. O pesquisador Gabriel Giordano, da Universidade Ohio e da escola de negócios espanhola Iese, uma das mais prestigiadas do mundo, propôs, em 2008, que as entrevistas de emprego fossem registradas e avaliadas por um terceiro observador. Segundo Giordano, esse terceiro avaliador, atento a registros como transcrições de texto e gravações em vídeo, seria mais eficaz ao perceber as mentiras do que o entrevistador cara a cara com o mentiroso. Ele também afirma que, nos Estados Unidos, o FBI (polícia federal) e a CIA (agência de espionagem e contraespionagem) usam nos interrogatórios software de reconhecimento de expressões e policiais e agentes treinados nessas técnicas.

No Brasil, a empresa de recursos humanos Employer adotou o Face Reading para preencher vagas de confiança. Há três anos, Marcos Aurélio de Abreu, presidente da Employer, deparou com um mentiroso grave. A entrevista era para ocupar uma vaga na área de finanças de uma empresa em dificuldades. O candidato aprovado passou a imagem de um gestor que sabia trabalhar em equipe. “Mas era um centralizador, um inseguro. Erramos na entrevista”, diz Abreu. “Agora, nosso índice de acerto subiu de 50% para 80%.” Embora possa haver clientes satisfeitos e candidatos preocupados, os especialistas lembram que a técnica não é infalível. “As reações podem ser motivadas por lapso de memória ou nervosismo”, diz Angela Donato, psicóloga da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “A boa interpretação é fundamental.”

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Como não deixar a mesa de trabalho arranhar sua imagem

São Paulo – Por trás das pilhas de papéis, pastas e computador, está o profissional e a imagem que ele pretende construir no ambiente de trabalho. Pode até parecer inevitável, mas a bagunça não brota sozinha na mesa e diz muito sobre quem está trabalhando naquele local.

“Assim como existe um dress code que aponta a forma de se vestir adequadamente para o ambiente de trabalho, também existe uma conduta adequada na hora de organizar a mesa”, explica Bernardo Entschev, presidente da consultoria De Bernst Human Capital.

Se você gosta de decorar o seu espaço e fazer suas refeições em frente ao computador, observe as regras de etiqueta profissional:

1. Pilhas de papéis e documentos espalhados Um advogado, por exemplo, dificilmente consegue evitar o excesso de documentos e papéis sobre os processos que acompanha. No entanto, a inevitabilidade não pode se tornar displicência. “Um profissional com a mesa bagunçada e cheia de papéis desnecessários passa a imagem de que não tem senso de prioridade e não consegue planejar o fluxo de trabalho”, diz Entschev. O consultor também cita o caso de, na ausência do profissional, ser impossível achar um documento importante que esteja na mesa e isso atrapalhar o trabalho da equipe. 2. Decoração: ambiente de trabalho ou doce lar? Objetos de decoração deixam o ambiente agradável, como aponta Entschev, principalmente quando os profissionais trabalham no setor de criação e marketing. “Um ambiente descontraído é bem visto porque libera a criatividade”, segundo o consultor. O problema é quando a mesa de trabalho se torna uma extensão do lar. “Tem gente que passa mais tempo na empresa do que na própria casa e esquece que personalizar a mesa em excesso pode passar uma imagem errada”, explica a consultora de etiqueta empresarial Romaly Costa.“No trabalho, a intenção é ter uma imagem de credibilidade e os objetos em excesso podem significar uma conduta profissional pouco comprometida”, afirma.

3. Plantas e bichinhos de pelúcia Bichinhos ou decoração temática de time de futebol são objetos polêmicos na opinião dos especialistas. Renata Mello, diretora da RM consultoria de imagem, avisa que quem gosta de dar um toque pessoal na mesa pode decorar de acordo com a personalidade, mas com moderação.

“Tudo em excesso é ruim, papéis, enfeites e até lápis. A descontração em excesso pode dar a ideia de que o ritmo de trabalho está sendo deixado de lado”, alerta.

Quem quer passar uma imagem de seriedade, deve evitar enfeites. Para Romaly, os bichinhos transmitem a sensação de infantilidade, de personalidade frágil ou imaturidade. As plantas também podem não agradar a todos, se em excesso. “É importante respeitar o espaço do outro, cuidar das plantas e observar se algum colega não é alérgico ao polén”, esclarece a consultora.

4. Fotos e a intimidade exposta Fotos na praia ou em festas e coletânea de fotos de família são um risco. “O profissional tem que ter cuidado para não expor demais o que é da esfera íntima. Afinal, é um ambiente de trabalho e o excesso de intimidade não é desejável”, diz Renata Mello. Imagens com apelo sensual também não são indicadas para colocar sobre a mesa. 5. Almoço na frente do computador Algumas vezes, o tempo está apertado e comer na mesa de trabalho é uma necessidade. “Não é apropriado, até porque a alimentação deveria ser um momento de prazer, além de se correr o risco do chefe ou cliente vir à mesa no momento em que se come”, diz Romaly. Quando é inevitável, os especialistas indicam que se deixe a mesa limpa e que não fique embalagens, copos de café ou pacotes de lanche em cima da mesa, por higiene e praticidade. Para Renata, “sempre tem que se lembrar que é um ambiente coletivo e o alimento pode ser guardado na gaveta”. 6. Mesa vazia Computador, telefone e mais nada. O outro extremo da decoração em mesa também não é indicado pelos especialistas. “Mesa vazia dá a impressão de que o profissional está sempre de férias”, diz Renata. O consultor Bernardo complementa: “mesa vazia denota frieza para os colegas de trabalho e pode significar, para os chefes, que está faltando trabalho”. Os consultores concordam que o importante é não exagerar na hora de dar um toque pessoal da mesa de trabalho porque o ambiente é coletivo. “Harmonizar o convívio vai além do nosso espaço individual. O que agrada um, pode desagradar a outros, então moderação é sempre uma boa pedida”, aconselha Romaly.

Fonte Exame.com

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As 6 piores desculpas para chegar atrasado ao trabalho

São Paulo – Amanhã já é segunda-feira e você sabe que terá que levantar cedo, enfrentar trânsito e diversos problemas até começar seu trabalho. Se você não consegue chegar no horário marcado do expediente, você inventa alguma desculpa com seu chefe?

EXAME.com pensou nessa situação e entrou em contato com consultores de etiqueta para comentar sobre os argumentos sem fundamento que empregados utilizam quando perdem a hora. Confira os seis mais comuns. 1. “Eu me atrasei por causa do ônibus” Essa é a desculpa típica de moradores de grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, devido aos problemas com transportes públicos e com o engarrafamentos de automóveis. Segundo a consultora Sofia Rossi, o argumento não é válido se o profissional pode se planejar antes de vir ao trabalho. Para Susi Obal, há perdão para quem é pontual e atrasou uma ou duas vezes por imprevistos de transporte. 2. “Não consegui dormir direito” Susi alega que o stress da cidade e os remédios para dormir podem realmente desregular o cotidiano do empregado. No entanto, se a pessoa não possui organização, a falta de horas de sono pode ser um argumento vazio para seu próprio desleixo. Sofia defende que a pessoa vá imediatamente ao médico, para evitar problemas de atraso. 3. “Eu sabia que ia me atrasar e comprei café para vocês!” “Quem recebe o café, até aceita com sorriso, mas entende que café não remedia atraso”, afirma a consultora Sofia. Tentar solucionar problemas de horário dessa forma pode ser interpretado como um comportamento de empregado puxa-saco. E pior: um pouco malandro. 4. “Não estou atrasado, só demorei uns minutinhos” Para reuniões de trabalho e eventos nesse nível, há sim uma tolerância de 15 minutos depois do horário marcado. No entanto, as consultoras de etiqueta foram unânimes em dizer que qualquer atraso deve ser comunicado ao superior antes do evento. 5. “Meu cachorro morreu” Inventar desgraças familiares ou com um bicho de estimação é outro recurso comum das pessoas atrasadas. “Gente que mata o cachorro ou sogra para o chefe tem que repensar a carreira profissional dela”, afirma Sofia. 6. “Eu tenho filhos” Para as especialistas, a vinda de uma criança para a família deve ser recebida tanto pelo homem quanto pela mulher, o que tira a validade do argumento de muitas mães quando estão atrasadas para o trabalho. “Fui comissária de bordo da Varig e nós tínhamos apenas uma regra: Ou você chega no horário, ou não chegue. Atrasou, o avião decolou”, afirma Sofia.

Fonte Exame.com

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5 filmes indicados ao Oscar que podem inspirar sua carreira

25/02/2011 18:50
por Talita Abrantes

5 filmes indicados ao Oscar que podem inspirar sua carreira

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São Paulo – Como a história de uma bailarina, de um rei ou de um manipulador de sonhos podem ajudar você a traçar novas rotas para a sua carreira? À primeira vista, a tarefa de criar pontes entre essas histórias e a vida real podem parecer uma tarefa impossível.

No entanto, das dez produções indicadas ao Oscar de melhor filme, pelo menos cinco trazem discussões que podem ser aplicadas ao contexto do mundo corporativo moderno.

Após uma maratona nas salas de cinema, EXAME.com consultou alguns especialistas e montou um guia para que você assista cinco dos longa metragens mais aclamados este ano sob um novo prisma. Confira nas próximas páginas.

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Em cartaz no Brasil há uma semana, 127 horas conta o drama do alpinista americano Aron Ralsont durante os cinco dias em que ficou com o braço preso por uma rocha no Parque Nacional Canyonland, no estado de Utah (EUA).

O filme talvez mais claustrofóbico da história de Hollywood pode até servir de pretexto para uma série de palestras sobre superação. No entanto, Fabiano Caxito, professor da FIA/USP, aponta os erros do personagem como a lição mais importante do filme.

“Às vezes, como ele, nos caímos num buraco e ficamos presos, por causa da falta de planejamento”, diz.

127 hours Ano: 2010 Diretor: Danny Boyle Duração: 93 minutos Gênero: Drama

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O filme contabiliza o maior número de indicações da edição 2011 do Oscar – ao todo, são 12 possibilidades do diretor Tom Hooper levar uma estatueta para a casa.

Os olhos brilhantes com o longa se justificam, entre outros motivos, pela trama baseada na vida do rei George VI, pai da rainha Elizabeth II, exatamente no momento que ele assume o trono britânico às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

O conflito geopolítico, contudo, não é o foco da trama. Mas, sim, a luta pessoal de George VI para vencer a gagueira e conseguir se dirigir aos seus súditos no momento em que as ondas radiofônicas viviam seu auge.

Para além da discussão sobre a habilidade de falar em público e a questão da terapia para a gagueira, o longa pode servir de inspiração para as centenas de profissionais que crescem na carreira de uma hora para a outra. Num momento em que o Brasil padece do apagão de gente qualificada, a história de George VI mostra que, mesmo sem experiência, é preciso estar disposto para acompanhar as necessidades da carreira.

The King´s Speech Ano: 2010 Diretor: Tom Hooper Duração: 118 minutos Gênero: Drama

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Ambientado nos bastidores do New York City Ballet, O Cisne Negro segue os conflitos da bailarina Nina para se adequar ao perfil do papel principal da montagem de “O Lago dos Cisnes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky.

Obstinada pela perfeição, Nina entra em um círculo neurótico. “É o profissional que em vez de enxergar o trabalho como um meio de vida, o vê como um meio de morte”, afirma Fabiana Mota, professora da ESPM e sócia da FM Consultores. “Ela não consegue reconhecer seus próprios limites como muitos profissionais que vão adoecendo aos poucos”.

Black Swan Ano: 2010 Diretor: Darren Aronofsky Duração: 103 min Gênero: Suspense

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Além de uma aula para quem deseja começar um novo negócio, o filme sobre os bastidores da criação do Facebook lançam luz sobre um problema típico da geração Y: criatividade demais e falta de estratégia para colocar ideias em prática.

“Os jovens profissionais são repletos de boas ideias, mas têm pouca capacidade para tirá-las do papel”, diz Caxito.

The Social Network Ano: 2010 Diretor: David Fincher Duração: 121 min Gênero: Drama

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Na saga para entrar no subconsciente das pessoas, o grupo liderado por Dom Cobb precisa se desdobrar para lidar com os imprevistos que a mente humana, literalmente, pode criar. Nada mais coerente com a rotina de muitos profissionais.

E a postura de Cobb também pode ser exemplo do que não fazer ao liderar uma equipe. “Ele erra ao não compartilhar de todas as informações com seus colegas”, diz Caxito. “Todos precisam estar bem informados sobre todas as possibilidades”.

Ao mesmo tempo, a trama coloca holofotes sobre a importância do sentido ao trabalho. “Eles apenas deixam a vida para trás porque enxergam um significado naquilo que fazem”, diz Fátima. Na dicotomia entre real e ilusão, trabalho e vida pessoal, o filme mostra que a corda muitas vezes é bamba. E caminhar por ela exige destreza e equilíbrio.

Inception Ano: 2010 Diretor: Christopher Nolan Duração: 148 minutos Gênero: Ficção científica

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Odebrecht e Corporação Andina de Fomento assinam acordo para infraestrutura

25/02/2011 12:20
por Marcio Orsolini

Odebrecht e Corporação Andina de Fomento assinam acordo para infraestrutura

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São Paulo – A Odebrecht e a Corporação Andina de Fomento (CAF) assinaram nesta sexta-feira (25/2) um memorando de entendimento para projetos de infraestrutura com potencial para gerar créditos de carbono. Entre as áreas de interesse, estão transporte de massa, aterros sanitários, usinas hidrelétricas e co-geração de energia.

Segundo o acordo, a CAF e a Odebrecht terão uma rotina de consultas sobre potenciais de ganhos em créditos de carbono sempre que uma oportunidade de um novo projeto indicar essa viabilidade. A instituição financeira andina deseja ampliar sua capacidade para a conquista de benefícios adicionais para esses projetos que podem ser transformados em desenvolvimento sustentável, investimentos sociais, melhoria da condição de viabilidade de projetos de infraestrutura. Ainda não há nenhum em andamento.

A CAF é um banco de desenvolvimento formado em 1970 e hoje conta com a participação de 18 países da América Latina, Caribe e Europa, além de 14 bancos privados da região andina. A instituição promove o desenvolvimento sustentável na América Latina por meio de operações de crédito. A Odebrecht tem mais de 40 projetos na região da América Latina, onde atua há 30 anos. Em 2009, faturou 10,1 bilhões de reais na América Latina, excluindo o Brasil.

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Formação de engenheiros ainda tropeça no básico

21/02/2011 17:20
por Talita Abrantes

Formação de engenheiros ainda tropeça no básico

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São Paulo – Deslumbrados com o aquecimento do mercado da construção, estudantes voltam a se interessar pelo curso de engenharia civil. Mas, de acordo com especialistas, essa procura não será suficiente para resolver o problema da falta de mão de obra no país. Segundo eles, a estrutura deficiente do sistema de educação básica do Brasil ainda deve assombrar o setor por algum tempo.

José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), estima que apenas ¼ dos engenheiros deixam a faculdade com as habilidades necessárias para atender as demandas do mercado. “Há muito engenheiro que chega ao mercado sem ter domínio de uma língua estrangeira ou que não sabe escrever um relatório de maneira concatenada”, afirma o diretor.

O descompasso entre formação educacional básica e as necessidades do setor pode ser percebida já durante o período de graduação. Em média, segundo cálculos de Marcos Formiga, coordenador do projeto Inova Engenharia da CNI/SENAI, os brasileiros demoram sete anos para concluir o curso de engenharia – dois a mais que o previsto pela grade curricular das faculdades.

Isso quando os alunos conseguem concluir o curso. Em 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), 467.346 estudantes se matricularam na área de engenharia em escolas federais, municipais, estaduais ou privadas no Brasil. No entanto, apenas 47.098 concluíram a graduação naquele ano.

“A evasão dos cursos de engenharia é fruto da baixa qualidade do ensino das disciplinas como Física, Química e Matemática no Ensino Médio”, afirma Cardoso. “Os alunos chegam sem condições de acompanhar as disciplinas básicas das engenharias”.

Mercado Por outro lado, os engenheiros recém-chegados ao mercado precisam enfrentar um cenário de responsabilidades muito mais intenso do que o vivenciado por seus atuais veteranos há algumas décadas.

Os ciclos econômicos do país justificam esse problema. “O país não teve um desenvolvimento contínuo. Ao longo de toda a década de 80 e 90, as grandes obras foram quase inexistentes. Por isso, muitos engenheiros migraram para outras áreas”, diz Caio Arnaes, consultor da divisão de engenharia da Robert Half. “Há uma lacuna temporal no mercado”.

“Não existem profissionais maduros disponíveis no setor”, diz Paulo Barbosa, diretor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “E a demanda é tão grande que os jovens engenheiros têm que assumir funções que antes ocupariam apenas depois de cinco anos de experiência”.

O resultado é que, aos poucos, a figura do engenheiro capacitado apenas com habilidades técnicas está menos frequente nos anúncios de emprego. No lugar, as empresas estão procurando profissionais capazes de assumir funções de gerenciamento.

A Odebrecht é um exemplo prático disso. Desde os primeiros passos na empresa, todos os profissionais são desafiados a se responsabilizar por pequenos projetos da construtora. A ideia é, por meio dessa estratégia, treinar os recém-formados para gerenciar obras maiores.

“O mercado procura hoje profissionais capazes de olhar para todos os passos da obra como um projeto, com o objetivo de diminuir tempo de conclusão e aumentar a rentabilidade”, diz Arnaes, da Robert Half.

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Ótima matéria no site da Você S/A

O administrador de empresas paranaense Artur Grynbaum, de 41 anos, presidente do Grupo Boticário, alcançou o cargo mais alto da empresa em 2008, quando tinha 37. Hoje, ele lidera mais de 1 600 funcionários espalhados pelas unidades de Curitiba e São Paulo e prepara a empresa para um salto histórico.

Este ano, o Boticário entrou no mercado de vendas diretas, terreno de rivais como Natura e Avon. Para 2011, uma nova mudança está engatilhada: o Boticário vai ampliar a carteira de produtos, deixando de ser apenas uma empresa de cosméticos para vender também roupas, calçados e acessórios de moda.

“O desafio de expandir um negócio sempre me moveu”, diz Artur. Há 24 anos na companhia, o executivo fez um MBA, passou por diversas áreas, foi diretor comercial e vice-presidente. Tecnicamente, seu currículo é completo. Mas, para ser escolhido pelo próprio fundador do grupo, Miguel Krigsner, como seu sucessor, Artur acha que foram outras competências, mais subjetivas, que pesaram.

“Tenho certeza que meu jeito de ser me ajudou a crescer e a chegar ao cargo que eu ocupo”, diz. Artur está certo. Hoje, ter capacidade técnica é um pré-requisito. Mas o que faz com que alguém seja notado na imensidão de profissionais altamente qualificados são as chamadas atitudes comportamentais, mais difíceis de serem medidas, mas que garantem um desempenho acima do comum no dia a dia do trabalho.

Artur sintetiza essas competências como “jeito de ser”, o que pode parecer pouca coisa, mas não é. A consultoria americana McKinsey conduziu uma pesquisa com mais de 140 presidentes com o objetivo de mapear quais aptidões comportamentais fazem a diferença para que um profissional encontre satisfação pessoal no trabalho e, consequentemente, entregue melhores resultados.

Segundo a consultoria, os líderes mais inspiradores têm, pelo menos, duas das cinco seguintes características bem desenvolvidas e reconhecidas por subordinados, colegas e chefes: atribuem significado ao trabalho; são otimistas; estabelecem conexões com pessoas diferentes; têm capacidade de engajar os outros e mantém a energia em alta.

No mercado brasileiro, apontam executivos e especialistas ouvidos por VOCÊ S/A, mais três habilidades estão valorizadas: possuir poder de análise; didática para liderar e comunicação eficiente. “Elas são unanimidade nas companhias brasileiras atualmente”, diz Anderson Sant’anna, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), de Minas Gerais. “Quanto mais alto o cargo, mais cobradas essas habilidades são.” Super-homens só existem nas histórias em quadrinhos e nas telas de cinema.

Nenhum profissional é excelente em todas as oito competências. “Ser melhor ou pior em determinada habilidade depende muito da personalidade de cada um”, diz Seille Cristine Garcia dos Santos, psicóloga e pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). E ter ansiedade por se tornar um superexecutivo pode ser um perigoso inibidor do crescimento na carreira.

“O importante é entender no que você é bom e se concentrar nisso. Caso contrário, a frustração aparece e a produtividade diminui”, diz Luiz Carlos Cabrera, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo e diretor da Amrop Panelli Motta Cabrera, consultoria de executive search. Não há uma receita universal para o aperfeiçoamento dessas habilidades.

O importante é entender em quais aspectos você se sai naturalmente melhor e esforçar-se para aprimorá- los. É o que faz o carioca Alexandre Lyra, de 49 anos, presidente da Vallourec & Mannesmann Tubes, multinacional fabricante de tubos de aço, que investiu na habilidade de saber se comunicar, analisando que tipo de linguagem e abordagem deveria usar para se aproximar de sua equipe.

“Aprendi a ouvir mais e a tirar o melhor do time por meio da conversa”, diz Alexandre. Para conhecer seus pontos fortes, o jeito é gastar algumas horas num exercício que demanda força de vontade e disciplina, mas que, se bem executado, dá satisfação pessoal: o autoconhecimento. Saber quem você é e o que quer é o primeiro passo para descobrir no que é bom. “O autoconhecimento nada mais é do que descobrir como você normalmente age diante das situações que é obrigado a enfrentar”, diz Bia Machado, filósofa e professora da Casa do Saber, de São Paulo.

Ela propõe um exercício para começar a se autoconhecer e a mapear os pontos fortes e fracos: avaliar que tipo de raciocínio você usa em determinadas ocasiões. Se numa reunião de planejamento estratégico, por exemplo, você costuma ser otimista e pensar sempre no longo prazo ou se, frequentemente, coloca o que pode dar errado em primeiro plano. “O modo de resolver os problemas dá indícios das áreas nas quais somos melhores”, explica Bia.

O professor Cabrera dá outro conselho: “Pensar na sua biografia ajuda a se conhecer melhor”, diz. Para isso, liste os desafios que você já enfrentou, as crises pelas quais passou e os resultados dos quais mais se orgulha. “Isso dá trabalho e quanto mais cedo começar, melhor”, explica. “Pensar na trajetória de vida e de carreira é um antídoto contra a baixa autoestima”, diz.

Isso é o começo para criar algo que faz toda a diferença: a sensação de satisfação com o que fazemos – sentimento que se reflete positivamente na vida pessoal e profissional. Logo abaixo você conhece quais são as atitudes mais importantes para ter sucesso na carreira.

São as habilidades pessoais que diferenciam o profi ssional, levam ao alto desempenho e ao crescimento na carreira. O êxito depende da reunião do maior número possível dessas competências decisivas

Elisa Tozzi (undefined) 10/11/2010

TALENTOS NATURAIS
Evite a síndrome de super-homem. Ninguém tem as 8 habilidades prontas. “Entenda o que você faz bem e aprimore suas propensões naturais”, diz Luiz Carlos Cabrera, da FGV e da Amrop Panelli Motta Cabrera, firma de executive search. Procure se cercar de pessoas que têm as competências que lhe faltam e podem complementar seu trabalho.

TÉCNICA
As competências comportamentais são importantes, mas não abandone a qualificação técnica, um pré-requisito para crescer no mercado de trabalho. “A exigência de preparo técnico é maior nos níveis mais baixos, por isso é fundamental investir nisso nos primeiros anos da carreira”, diz o professor Anderson Sant’anna, da Fundação Dom Cabral.

REFLEXÃO
O autoconhecimento exige disciplina e esforço. De acordo com a McKinsey, após os 30 anos, experiências como casamento e paternidade facilitam esse exercício. Mas, quanto mais cedo começar a reflexão, melhor. “Quem se avalia desde o início da carreira se desenvolve com mais facilidade”, diz Stella Angerami, da Counselling by Angerami.

CONVERSA
Para mapear pontos fortes e fracos, converse com mentores, amigos e colegas nos quais confia, para fazer uma interpretação correta de si mesmo. “Isso é importante porque um profissional nem sempre consegue ter a isenção necessária e perceber em que realmente precisa melhorar”, diz Adriana Prates, consultora da Daisen Executive Search.

COMUNICAÇÃO
1 VOZ CLARA E OBJETIVA
Uma das aptidões mais requeridas pelas empresas hoje é a comunicação. Dá para entender por que é tão importante. Afinal, sem uma conversa franca e clara, um líder não consegue transmitir para sua equipe quais são os objetivos da organização e as suas motivações pessoais.

Um subordinado, por sua vez, não consegue dar aquele feedback sincero para seus colegas e chefes. E saiba que mesmo os mais tímidos podem ter uma atitude mais aberta e comunicativa. O primeiro passo é aprender a ouvir de fato os outros. “Conversar é um processo que requer cuidado.

Só se comunica bem quem entende e reconhece que está a sua frente uma pessoa com valores diferentes dos seus”, aconselha o professor Anderson Sant’anna, da Fundação Dom Cabral. Que tal tentar? Quando alguém é capaz de compreender um colega ou até um chefe, os preconceitos (que todo mundo tem) começam a diminuir e a cabeça se abre para outros mundos — o que é o caminho para o pensamento criativo e para a inovação.

CONVERSA EM PRIMEIRO PLANO
Mesmo antes de ser escolhido para suceder o fundador, Miguel Krigsner, na presidência do Grupo Boticário, em 2008, Artur Grynbaum, de 41 anos, tinha o projeto de levar a companhia de cosméticos para o mercado de vendas diretas. Este ano, Artur deu início ao plano.

Durante o processo, a competência que mais exerce é a comunicação. De um lado, na montagem da estratégia com a diretoria e com Miguel Krigsner, hoje presidente do conselho. Depois, na disseminação do projeto por toda a empresa. No ano passado, fez reuniões com todos os funcionários — dos gestores ao pessoal da fábrica —, para mostrar os novos objetivos, ouvir opiniões e solucionar dúvidas. “Além dos dados técnicos, transmito minha crença na mudança”, conta. As conversas continuam no dia a dia.

Não é raro encontrá- lo em cafés e almoços com a equipe. “Estou aberto para trocar. Os funcionários só compram a ideia de um chefe depois que entendem realmente o que ele quer fazer.”

SIGNIFICADO
2 O QUE MOVE VOCÊ?
Quando o objetivo do trabalho tem alguma importância pessoal, os profissionais costumam transmitir energia e entusiasmo para quem os cerca. Isso fica mais evidente quando se trata da liderança, já que é tarefa da chefia mostrar aos subordinados que o trabalho tem um valor que transcende os resultados de curto prazo.

“O papel dos gestores é gerar um significado pessoal pelo trabalho”, diz Ângela Maria Fleury de Oliveira, professora da Fundação Dom Cabral e co-autora do livro Liderança Baseada em Valores (Editora Campus/Elsevier). “Quem trabalha só por necessidade fica acomodado, não inova e tem queda de produtividade”, diz Stella Angerami, da consultoria Counselling by Angerami.

Encontrar seu ponto motivador é relativamente simples: você precisa perceber o que realmente lhe dá vontade de levantar da cama a cada dia. Esse sentimento, além de ser importante individualmente, ajuda também a melhorar outra habilidade comportamental para as pessoas que querem ser inspiradoras: a comunicação.

PODER DE ANÁLISE
3 OLHAR CRÍTICO
A psicóloga Seille Cristine aplicou, no Rio Grande do Sul, uma pesquisa com 43 gerentes que tinham alto desempenho, segundo as próprias empresas. O objetivo era entender quais traços de personalidade são comuns entre os profissionais com bons resultados. O estudo revelou que um dos pontos comuns entre eles é ter poder de análise. Esses executivos conseguem interpretar diferentes variáveis, relacioná-las e criar um plano de ação estruturado. Algo importantíssimo para as organizações hoje, que precisam ter pessoas com capacidade de leitura de diversos ambientes. “Os profissionais que fazem a ponte entre o que acontece dentro e fora da companhia estão preparados para trabalhar num mundo globalizado”, diz Ângela Maria, da Fundação Dom Cabral. Para desenvolver essa habilidade, o ideal é estimular o olhar e a capacidade de aprendizagem. “Interessar- se por notícias, ler textos de arte, psicanálise e filosofia desenvolvem o pensamento complexo”, explica Anderson Santa’anna, da FDC.

DIDÁTICA
4 LÍDER E EDUCADOR
Uma atitude essencial para que o gestor consiga a admiração de seu time é não ter medo de compartilhar conhecimento para criar sucessores bem preparados. “Líderes que estimulam a autonomia são seguidos com mais facilidade”, diz Paulo Campos, consultor de empresas e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. Para ensinar com eficiência, o segredo é conversar muito com a equipe e entender como cada um deles aprende melhor. Ensinar é bom para os dois lados. O líder fica tranquilo ao saber que os subordinados se sentem valorizados por compartilhar as informações que o chefe tem. “Quando há essa sinergia, o líder não precisa se impor com seu crachá”, diz Ângela Maria, da Fundação Dom Cabral. “Ele é reconhecido naturalmente.”

CONEXÃO
5 LIGAÇÃO COM O MUNDO
Os negócios estão cada vez mais globais e, mesmo nas raras companhias que ainda só têm atuação nacional, é preciso transitar entre diferentes áreas e estabelecer boas relações com pares, fornecedores e clientes de culturas diversas. Por isso, quem consegue criar (e manter) conexões entre vários grupos acaba se destacando. “Profissionais que circulam em grupos diferentes desenvolvem um olhar inovador para antigos problemas”, diz Regina Camargo, sócia-diretora da Across, consultoria de desenvolvimento organizacional.

E essa habilidade é importante para a vida fora do escritório também. “Apesar de os níveis de relacionamento variarem de pessoa para pessoa, a aptidão para conviver com gente de diferentes círculos é a base do bom desenvolvimento social”, diz a psicóloga Seille Cristine, da PUC-RS. Cafés e almoços com parceiros fora do ambiente formal de trabalho ajudam a estimular essa habilidade. Invista também em conhecer pessoas que, aparentemente, não têm nada a ver com a sua área.

“Sair da zona de conforto aumenta a capacidade de aprendizagem e o traquejo social”, explica Silvia Sigaud, sócia-diretora da consultoria Korn/Ferry. Fazer trabalho voluntário, ir a programas culturais e ter uma atuação ativa nas diferentes redes sociais ajuda a criar essas novas e importantes conexões.

OTIMISMO
6
PENSAR POSITIVO
Encarar as situações de crise com uma atitude positiva rende bons frutos. Os otimistas criam melhores soluções para resolver os problemas do trabalho. Isso porque, segundo o estudo da consultoria McKinsey, o medo que surge com o pessimismo faz com que o cérebro crie apenas raciocínios de sobrevivência e pare de enxergar as possibilidades reais para contornar situações adversas. Quem é otimista, ainda de acordo com a McKinsey, se sente mais bem preparado para encarar riscos e liderar mudanças.

“Isso é importante porque todo o dia uma transformação ocorre e o executivo tem um trabalho inédito para fazer”, diz Luiz Carlos Cabrera. É o que ocorre com Fabiano Agante Droguetti, de 37 anos, diretor de soluções e tecnologia da Tivit, empresa de serviços de TI, com sede em São Paulo. “Deixo de lado os problemas que não posso resolver naquele momento e direciono meu otimismo para os casos que têm soluções possíveis”, diz.

Essa atitude ajuda muito a cultivar o otimismo como um hábito. “O caos é o melhor momento para a criatividade”, diz Stella Angerami. “As soluções aparecem naturalmente quando você acredita que é possível superar um obstáculo”, completa. Mas cuidado: o otimismo é bom desde que seja responsável e distinto da ingenuidade. “É necessário ter os pés no chão e pensar em saídas racionais para a resolução de um problema”, explica Regina Camargo, da consultoria Across.

COM OS OUVIDOS BEM ABERTOS
Clarissa Sadock, de 34 anos, diretora de relações com investidores da AES Brasil, grupo de empresas de energia, não pode se desligar do mundo.

O cargo exige que a carioca esteja sempre conectada com pessoas de diferentes áreas, culturas e países para fazer o papel de representante da empresa diante do mercado. “Sou uma intérprete”, diz. “Recebo um mundo de informações e filtro os interesses da companhia.” Para isso, Clarissa desenvolve todos os dias a sensibilidade de entender as diferenças entre as pessoas.

“Ouço bastante para saber como extrair o melhor de cada um”, diz. Clarissa viaja sempre e se interessa por outras culturas e, por isso, consegue ter a cabeça aberta para o novo. “Aprendo o tempo todo e isso me dá muita satisfação pessoal.”

SEM PERDER O OTIMISMO
Manter o otimismo, mesmo em situações adversas, é uma característica de João Paulo Kriigner Zampieri, de 46 anos, diretor comercial da Syngenta, fabricante de defensivos agrícolas. Ele descobriu o valor desse comportamento quando era gerente, há 11 anos, e vivenciou uma crise de mercado.

“Estava apavorado, mas precisava acreditar que os estragos não seriam tão grandes, para a equipe não sentir a pressão”, recorda João Paulo.

O otimismo é uma competência importante porque evita a paralisia diante de um problema.

No caso de João Paulo, sua atitude foi insistir por vários dias seguidos para falar com o presidente da companhia e mostrar que era preciso mudar o prazo para o cumprimento de uma meta, o que seria uma exceção nas regras corporativas. Quando conseguiu falar com o líder, percebeu que havia conquistado a confiança dele. “Meu diretor disse que o otimismo foi fundamental para que isso acontecesse.”

ALTA ENERGIA
7 DISPOSIÇÃO TOTAL
Apesar de ser coisa difícil de medir, energia é muito importante para o desenvolvimento profissional e para a satisfação com a vida. Manter a disposição em alta e conseguir trabalhar com vivacidade é algo cobrado pelas empresas. A Tivit, por exemplo, coloca essa competência em sua avaliação de desempenho. O profissional que vai bem nesse tópico consegue transmitir seu entusiasmo para os outros e tem garra para cumprir as metas. “A energia contamina positivamente o ambiente”, diz Marcelo Cuellar, headhunter da Michael Page, empresa de recrutamento executivo.

Mas lembre-se que a motivação nada mais é do que o efeito colateral de quem atribui signifi cado ao que faz. “Esse sentimento só aparece em quem encontra valor no trabalho”, diz Nélio Bilate, coach da NB Heart.

Os profissionais normalmente não dão a importância devida a essa atitude. Na pesquisa da McKinsey, esse tópico apareceu como um dos menos praticados, já que o desenvolvimento dessa habilidade requer tempo, autoconhecimento, mudanças profundas de atitude e é muito pessoal. “Para ter energia alta, você precisa primeiro descobrir o que te move”, diz Anderson Sant’anna, da FDC.

ENGAJAMENTO
8 A IMPORTÂNCIA DE CONDUZIR
O otimismo e a sensação de que o trabalho tem um signifi cado pessoal são dois fatores que determinam uma terceira habilidade desenvolvedora de sucesso: o poder de engajar. Conseguir fazer com que a equipe se sinta motivada para cumprir um objetivo comum não é algo fácil. Mas os que têm esse poder, que é moldado ao longo dos anos de carreira, fazem com que o time se sinta mais propenso a encarar desafios e a comprar ideias arriscadas. “Ter crença nos próprios objetivos é essencial para cativar o time”, diz Anderson Sant’anna, da FDC. Só assim é possível contaminar os outros com os seus ideais.

As formas de engajamento variam muito de profissional para profi ssional. Para ter sucesso nesse aspecto, o segredo é ser natural. “Forçar o comprometimento não funciona. O time só segue quem realmente acredita no que faz”, diz Seille Cristine, da PUC-RS.

Uma boa técnica para unir a equipe é a usada por Doug Stern, CEO da United Media, empresa de comunicação americana citada no estudo da McKinsey. Frequentemente, o executivo reúne o time para propor que todos pensem no pior cenário possível para a companhia, pede detalhes assustadores dessa crise e estimula cada um a elaborar planos para resolver o pesadelo. A medida faz com que todos se sintam parte importante da engrenagem da organização.

Note: um engajador pode estar em qualquer posição hierárquica. “Quem tem essa habilidade pode ocupar qualquer função”, diz Adriana Prates, consultora da Daisen Executive Search.

Multinacionais do Brasil invadem a Argentina – Economia – Gazeta do Povo

MERCOSUL

Multinacionais do Brasil invadem a Argentina

  • 21/02/2011, 08:20
  • AGÊNCIA ESTADO

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ignorou as regras do Mercosul e está colhendo os benefícios. Para driblar as barreiras contra os produtos importados, cada vez mais empresas estão se instalando na Argentina. Em 2000, cemcompanhias brasileiras operavam no país vizinho. Hoje são mais de 270. É uma alta de 170%.

Apenas nos últimos meses, cruzaram a fronteira empresas como Baterias Moura e Vicunha Têxtil. As companhias desistiram de utilizar o Brasil como base de produção e exportação para a Argentina, porque o Mercosul não consegue garantir a livre circulação de mercadorias. Com os resultados positivos da estratégia protecionista, o governo argentino está fechando mais o cerco. Na semana passada, elevou em 50%, de 400 para 600, o número de produtos sujeitos a licenças não automáticas de importação – um mecanismo que burocratiza a entrada dos produtos importados.

No fim de 2010, a pernambucana Baterias Moura entrou em acordo com o governo argentino e decidiu instalar uma fábrica em Pilar, a 60 quilômetros de Buenos Aires. A unidade será inaugurada em novembro. Serão investidos US$ 30 milhões e gerados 250 empregos. Além de atender o mercado local, a Moura vai transformar a Argentina em sua base de exportação para os países do Cone Sul.

“Percebemos que era inevitável o fortalecimento da indústria de autopeças da Argentina, por causa do crescimento do mercado local de carros. As medidas restritivas aceleraram a decisão”, disse Elisa Correia, responsável pela área de exportação da Moura. Em uma nota oficial distribuída na semana passada para explicar as novas medidas restritivas, a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, afirmou que “a estratégia de comércio administrado para resguardar os postos de trabalho, deu resultados satisfatórios à nossa indústria, que conseguiu substituir importações no valor de US$ 9,2 bilhões no último ano”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

5 tipos de conversas proibidas no elevador do trabalho

5 tipos de conversas proibidas no elevador do trabalho

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São Paulo – A cena já é clássica. O profissional sai do escritório e ruma para o elevador do prédio. Esse período de pretensa liberdade da rotina corporativa é o palco para as piores gafes possíveis no trabalho. Pensando nisso e com a ajuda de duas consultoras de etiqueta, EXAME.com listou os seis tipos de assunto que jamais devem ser tocados no sobe e desce dos elevadores. 1. Críticas ao superior direto Falar mal de outras pessoas, como os chefes, pode ser uma situação tentadora para um funcionário no elevador. No entanto, lembre-se: nem sempre é possível saber quem são as pessoas que dividem o ambiente com você. “Todo mundo, não importa o grau na hierarquia, reprova esse tipo de atitude”, diz Ligia Marques. 2. Detalhes da vida pessoal Poucos assuntos dizem respeito à maioria das pessoas no elevador do trabalho. A sua vida pessoal certamente está na maioria desses tópicos que não importam aos desconhecidos. 3. Piadas Algumas pessoas tentam quebrar o silêncio do elevador com o humor, o que pode chamar a atenção de desconhecidos sem parecer muito intrusivo. Lígia acha corretos os comentários engraçados quando duas pessoas estão vendo a TV de notícias dentro do mesmo recinto. Mas piadas podem não funcionar no elevador, que é utilizado por um período curto de tempo, entre os andares. 4. Trabalho Um assunto que pode se tornar desagradável no elevador é a própria profissão. Lígia alega que assuntos de trabalho devem ficar restritos para o escritório e Célia Leão afirma que a questão de salários e dificuldades cotidianas são inadequados para o ambiente. Somente questões mais leves sobre o dia-a-dia podem ser comentados, sem chamar a atenção. 5. Previsão do tempo Há séculos, muitos recorrem aos assuntos sobre o tempo para driblar o desconforto do silêncio. Mas as especialistas advertem: puxar esse tipo de papo é garantia de ganhar o atestado de quem não tem assunto. .Conversas sobre o clima e a temperatura só devem acontecer se houver alguma chuva que pegou os funcionários de surpresa ou uma mudança brusca que surpreendeu a previsão das emissoras de TV. Caso contrário, o assunto pode ser interpretado como uma tentativa de interação sem motivo.

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Para próxima semana…

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: – respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Alex Gelinski

Voe alto para enxergar mais longe.

Voe alto para enxergar mais longe.

Independentemente dos contratempos e obstáculos que surgem em nossas vidas, precisamos continuar seguindo sempre em frente, pois viver é seguir caminhando sem desanimar.

A vida de cada humano é cheia de altos de baixos, tristezas e alegrias, e acontecimentos que constantemente mexem com nosso humor e testam nossa capacidade de autocontrole, e, quando as coisas aparentam estar complicadas demais, é muito fácil perdermos o controle emocional e passarmos a pensar e falar negativamente, ou seja, fica fácil ver apenas o lado negativo da vida. Acabamos por lamentar pelo nosso destino e nos rendemos a decepção e somos dominados pelo pessimismo, e assim, tendemos a ficar estressados, depressivos e ansiosos em relação ao futuro.

Saiba que esses momentos de desânimo, são ocasiões apropriadas para reavaliarmos o que estamos fazendo com as nossas vidas, e prestarmos atenção em que estamos mantendo nosso foco. A melhor arma contra o desânimo e o estresse e nossa capacidade de escolher os nossos pensamentos. Nós, seremos humanos fomos dotados de algo poderoso conhecido como: livre arbítrio, que e a capacidade que temos de escolher nossos pensamentos, palavras e ações, cabendo ressaltar, que essa faculdade é atributo exclusivo de nós seres humanos, o que explica porque a sociedade e as pessoas conseguiram evoluir, apesar dos problemas de diversas natureza persistirem nas relações humana interpessoais e na sociedade contemporânea.

Olhar do ponto mais alto, significa ter autonhecimento, conhecer nossas forças e fraquezas, ter meta definida, sendo capaz de visualizá-la, e senti-la prestes a ser concretizada, ainda que estejamos distantes dela. Lembre-se que conhecer sua meta e o resultado que obterá ao alcançá-la, é essencial que voce adquira motivação para realizar o próximo movimento físico capaz de conduzi-lo na direção certa.

Grande parte das pessoas sonham em ser milionários, ou seja, ganhar muito dinheiro, mas, para que você consiga tornar-se um milionário, ou seja, ter uma patrimônio superior a um milhão de reais, é preciso que você queira esse dinheiro a ponto de considera-lo vital para sua vida e felicidade. A pergunta a ser feita a si próprio e a seguinte: Eu preciso mesmo desse dinheiro? Isso e vital para mim? Caso a resposta seja SIM, e preciso traçar a meta, planejar e entrar em ação para que consiga alcançar sua meta.

Pense, sobre o que significa ter sucesso para você, nesse exato momento, e que tipo de ação levaria você a alcançar esse sucesso. É muito fácil achar que as regras do jogo da vida não deveriam mudar nunca, mas as circunstancias e as exigências da vida mudam constantemente. Saiba que o sucesso no jogo da vida esta diretamente relacionado com a rapidez com que se aceita e se começa um novo jogo, do que a habilidade em jogar com maestria o velho jogo. Nunca se esqueca, porém, que suas metas devem estar alinhadas com os valores éticos e morais que lhes são mais caros, pois se não for assim, seu subconsciente boicotará seus pensamentos não permitindo que você alcance seus propósitos.

Os acontecimentos da vida não são bons nem ruins. O mundo e do jeito que é. O que realmente faz da diferença é a forma como interpretamos os acontecimentos de nossas vidas e o aprendizado que tiramos, especialmente, dos acontecimentos negativos. O seu envolvimento para com a sua vida e o comprometimento em relação aos resultados a serem alcançados é o que, de fato, fará a diferença.

Ao invés de ficar preocupado, o que é um grande desperdício de energia e de tempo, faça um trabalho de constante de reflexão na busca de auto-conhecimento. O pensamento que analisa os acontecimentos e contingências das vida de forma profunda, tem o condão de conduzir ao amadurecimento de nossas percepções, e não obstante acabe consumindo parte de nossa energia, no contexto geral, é bastante produtivo.

A águia voa alto e enxerga longe, portanto reflexione bastante em busca de autoconhecimento e tenha sonhos grandiosos, voe alto, tenha disciplina no planejamento, e corajoso ao entrar em ação na busca da sua meta. Tenha fé no seu próprio potencial, acredite em você, e saiba que agindo assim, você alcancará, infalivelmente, tudo aquilo que almeja!

(Nelson Tanuma que é professor, escritor e palestrante: especialista em Desenvolvimento do Potencial Humano, pós-graduado pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas, e tem artigos publicados periodicamente em jornais, revistas, portais, sites informativos e blogs de várias cidades do Brasil).

Autor: Nelson Tanuma

fonte: www.nelsontanuma.com.br

Táticas de Recolocação

Artigo cedido ao portal Administradores. (Por Alex Gelinski)

Todo profissional cedo ou tarde irá se defrontar com o tão temido momento de transição de carreira, entendamos que um momento de transição de carreira pode ser um novo curso, graduação, pós graduação, MBA, mas é mais evidenciado quando falamos de troca de emprego.

Ele se torna mais importante quando falamos de um profissional colocado no mercado e que esteja em uma empresa sólida e com uma boa colocação, ou seja, profissionais bem colocados também procuram uma recolocação, friso mais importante pelo fato que analisar e aceitar uma proposta uma vez que está fora de mercado é muito mais fácil que mensurar o desligamento da sua atual organização e migrar para uma nova experiência profissional.

Levando-se em conta isto a Chess Human Resources resolveu pesquisar no ano de 2007 se nossos profissionais (Brasil) estão gerindo seu momento de transição de carreira da maneira mais adequada, o resultado não surpreendeu. Nota-se em evidência que temos ótimos profissionais, cada vez mais preocupados em crescimento e melhoria, porem com uma forma de se recolocar, ou melhor arquitetar sua recolocação totalmente “amadora”. Quando cito a palavra “amadora” é para realmente criar um impacto, pois se analisarmos com uma visão mais holística trocar de emprego merece um projeto, uma análise e muito cuidado.

Este cuidado tende a ser mais acentuado se você está colocado, pois sua nova proposta não pode estar aquém da anterior, corriqueiramente vejo profissionais caírem em armadilhas de carreira (trocar de empresa e se arrepender rapidamente), se o devido cuidado for tomando você terá mais segurança para a transição.

Tenho utilizado uma metodologia inversa para gerenciar a recolocação, o cotidiano é o candidato desenvolver um currículo e prospectar este para o mercado, tenho procurado entender o estereótipo da empresa que contrataria este profissional e buscar a empresa com a cara dele, não só em aspectos curriculares, mas também pessoais e objetivos futuros, neste caso vários critérios são analisados como horário da empresa, média de faixa etária, plano de carreira, índice de satisfação, porte, atuação em mercado, qualidade de vida, responsabilidade social.

Desta forma foco em não resolver apenas o problema de recolocar o candidato, mas também prover para ele crescimento e alegria em estar trabalhando. Julgo que seria compensador para as organizações pensarem da mesma forma, pois se contratarem profissionais com objetivos em longo prazo ligados aos objetivos da organização certamente o rendimento seria melhor, ou seja, os RH’s ainda pecam neste sentido.

Voltando a forma amadora de buscar um emprego noto que o profissional normalmente está a mercê de utilizar a internet e alguns contatos para gerar alguma entrevista em algum lugar e ser recolocado sabe-se lá quando.

Procure responder algumas perguntas ao buscar uma recolocação:

ð Por que quero um novo emprego?
ð Onde quero estar daqui 5 anos?
ð Que empresa me contrataria?
ð O que preciso fazer para melhorar minha empregabilidade?
ð Quanto quero ganhar e qual a importância deste fator na próxima oportunidade?

Poderia ainda sugerir mais umas 50 perguntas pelo menos, mas idéia inicial é apenas provocar uma forma diferente para que os candidatos a uma nova colocação pensem e “profissionalizem” esta busca.

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